quarta-feira, 3 de março de 2010

Alimentos Transgênicos

O que são transgênicos?

Os organismos geneticamente modificados (OGMs), também conhecidos como transgênicos, são frutos da engenharia genética criada pela moderna biotecnologia. Um organismo é chamado de transgênico, quando é feita uma alteração no seu DNA - que contém as características de um ser vivo. Por meio da engenharia genética, genes são retirados de uma espécie animal ou vegetal e transferidos para outra. Esses novos genes introduzidos quebram a seqüência de DNA, que sofre uma espécie de reprogramação, sendo capaz, por exemplo, de produzir um novo tipo de substância diferente da que era produzida pelo organismo original.


O que é a engenharia genética aplicada aos alimentos?

A engenharia genética permite que cientistas usem os organismos vivos como matéria-prima para mudar as formas de vida já existentes e criar novas. Um gene é um segmento de DNA que, combinado com outros genes, determina a composição das células. Um gene possui uma composição química que vai determinar o seu comportamento. Como isso é passado de geração em geração, a descendência herda estes traços de seus pais. Desenvolvendo-se constantemente, os genes permitem que o organismo se adapte ao ambiente. Este é o processo da evolução.
A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia e DNA em determinados lugares, inserindo segmentos de outros organismos e costurando a seqüência novamente. Os cientistas podem "cortar e colar" genes de um organismo para outro, mudando a forma do organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o desenvolvimento dos genes. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afetados.
O aumento da preocupação com a ética e os riscos envolvendo a engenharia genética são muitos. Primeiro porque os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. Segundo porque a engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza - fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.
Quanto mais os genes são isolados de suas fontes naturais, maior é o controle dos cientistas sobre a vida. Eles podem criar formas de vida próprias (animais, plantas, árvores e alimentos), que jamais ocorreriam naturalmente.

O que a engenharia genética está fazendo?

A maioria dos alimentos mais importantes do mundo é o grande alvo da engenharia genética. Muitas variedades já foram criadas em laboratório e outras estão em desenvolvimento. O cultivo irrestrito e o marketing de certas variedades de tomate, soja, algodão, milho, canola e batata já foram permitidos nos EUA. O plantio comercial intensivo também é feito na Argentina, Canadá e China. Na Europa, a autorização para comercialização foi dada para fumo, soja, canola, milho e chicória, mas apenas o milho é plantado em escala comercial (na França, Espanha e Alemanha, em pequena escala, pela primeira vez em 1998). Molho de tomate transgênico já é vendido no Reino Unido e a soja e o milho transgênicos já são importados dos EUA para serem introduzidos em alimentos processados e na alimentação animal. De fato, estima-se que aproximadamente 60% dos alimentos processados contenham algum derivado de soja transgênica e que 50% tenham ingredientes de milho transgênico. Porém, como a maioria destes produtos não estão rotulados, é impossível saber o quanto de alimentos transgênicos está presente na nossa mesa. No Canadá e nos EUA, não há qualquer tipo de rotulagem destes alimentos. Na Austrália e Japão a legislação ainda está sendo implementada. Em grande parte do mundo, os governos nem sequer são notificados se o milho ou a soja que eles importam dos EUA são produtos de um cultivo transgênico ou não.
Além dos transgênicos já comercializados, algumas variedades aguardam autorização:
- salmão, truta e arroz que contém um gene humano introduzido;
- - batatas com um gene de galinha;
- - pepino e tomates com genes de vírus e bactérias.
Até o momento, há uma grande oposição à contaminação genética dos alimentos. São consumidores, distribuidores e produtores de alimentos que exigem comida "de verdade", sem ingredientes transgênicos. Apesar da preocupação, a introdução descontrolada de transgênicos continua a crescer em níveis alarmantes. A menos que a oposição se sustente e ganhe força nos próximos anos, um aumento drástico destes alimentos pode ocorrer e a opção de evitá-los poderá ficar cada vez mais difícil.

Quais são os impactos da engenharia genética?

Enquanto a engenharia genética continua a criar novas formas de vida que se desenvolveriam naturalmente, ela se recusa a reconhecer o quão sérios são seus riscos potenciais.

Riscos para a saúde:

Os cientistas já introduziram genes de bactérias, escorpião e água-viva em alimentos cultiváveis. Os testes de segurança sobre estes novos alimentos contendo genes estrangeiros - e as regulamentações para sua introdução - até agora têm sido extremamente inadequados. Os riscos são muito reais. Alguns exemplos:
· Os alimentos oriundos de cultivos transgênicos poderiam prejudicar seriamente o tratamento de algumas doenças de homens e animais. Isto ocorre porque muitos cultivos possuem genes de resistência antibiótica. Se o gene resistente atingir uma bactéria nociva, pode conferir-lhe imunidade ao antibiótico, aumentando a lista, já alarmante, de problemas médicos envolvendo doenças ligadas a bactérias imunes.
· Os alimentos transgênicos poderiam aumentar as alergias. Muitas pessoas são alérgicas a determinados alimentos em virtude das proteínas que elas produzem. Há evidências de que os cultivos transgênicos podem proporcionar um potencial aumento de alergias em relação a cultivos convencionais . O laboratório de York, no Reino Unido, constatou que as alergias à soja aumentaram 50% naquele país, depois da comercialização da soja transgênica.
Apesar destes riscos, alimentos transgênicos já estão à venda. No entanto, como os cultivos transgênicos não são segregados dos tradicionais - e como a regulação de rotulagem é inadequada - os consumidores estão sendo impedidos de exercer o seu direito de escolha, uma vez que não há como identificá-los.

Quem disse que é seguro?

Embora a engenharia genética possa causar uma grande variedade de problemas para o meio ambiente e para a saúde, os testes para provar sua segurança são muito superficiais. Experimentos conduzidos para testar a segurança ambiental são normalmente de curta duração e realizados em pequena escala. Raramente eles duram mais do que uma estação, enquanto os danos ambientais podem levar anos para tornarem-se aparentes. Os testes sequer mostraram as conseqüências que poderão acontecer quando estes organismos forem introduzidos na natureza, por não reproduzirem as condições reais do meio ambiente. Eles reproduzem as condições que as plantas terão quando forem cultivadas, uma vez introduzidas no ambiente. O Professor John Beringer, presidente do British Advisory Committee on Releases to the Environment admitiu que "nós não podemos aprender nada de fato dos experimentos"
As medidas que tentam garantir a segurança dos alimentos transgênicos são tão fracas quanto as que tratam dos riscos ambientais. No entanto, autoridades que regulamentam este tipo de produto nos EUA, como o Departamento de Agricultura Americano e a FDA, continuam a aprovar o uso e a distribuição de produtos transgênicos. Na maioria dos casos, as decisões foram baseadas nas evidências apresentadas pelas próprias empresas. No Brasil, a CTN-Bio, órgão do governo que avalia a segurança dos alimentos geneticamente modificados, adotou o mesmo procedimento para dar o parecer positivo, em setembro de 1998, para variedades de soja da Monsanto. Na União Européia, há um critério mais rigoroso. Em função da pressão dos consumidores, a autorização para o plantio e comercialização para novos organismos transgênicos está suspensa até que a legislação seja reestruturada, porque esta não consegue assegurar padrões de segurança para o meio ambiente e a saúde humana.
Nós estamos testemunhando um experimento global com a natureza e a evolução, cujos resultados são impossíveis de se prever. Testes inadequados e meios de controle regulatórios superficiais, que potencializam os efeitos danosos dos cultivos e alimentos transgênicos, talvez só sejam descobertos quando for tarde demais.

Quem ganha?

Em razão dos riscos associados à engenharia genética e a preocupação da opinião pública em geral a respeito da segurança de alimentos transgênicos, é difícil entender exatamente quem se beneficiará dos produtos desta tecnologia. As multinacionais agroquímicas, - ou as "empresas de ciência da vida" como elas se auto-proclamam - que estão desenvolvendo e promovendo a biotecnologia, levantaram uma série de argumentos a respeito das vantagens a serem ganhas, mas poucas delas se sustentam.
Eles argumentam, por exemplo, que os cultivos transgênicos aumentam a produtividade e que trarão benefícios, particularmente para pequenos agricultores nos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, porém, estas mesmas companhias - muitas das quais são enormes corporações químicas - estão patenteando genes usados na produção de novos organismos.
Uma vez as patentes protegidas, as sementes só estarão disponíveis através do pagamento de royalties anuais. Como resultado, os produtores não poderão mais guardar as melhores sementes para plantarem na estação seguinte, abandonando uma longa tradição. Além disso, como já está ocorrendo nos EUA, contratos legais estão forçando agricultores a usar a semente e o herbicida produzidos pela mesma empresa.
As empresas de "ciências da vida" sabem que, atrás do controle sobre os cultivos básicos plantados no mundo (incluindo milho, arroz e trigo) e patenteando suas sementes, há uma margem de lucro muito grande a ser ganha. Se a corrente tendência de fusões continuar, um número pequeno de empresas controlará quase toda a produção mundial de alimentos. Clamando a posse destes genes, elas estarão gradualmente tomando conta da vida.

O maior problema nos alimentos trangênicos é a não existência de inimigos naturais as especies, geneticamente modificadas, podendo estas tornarem-se uma praga e matar a matriz da planta original, causando danos ao equilibrio do sistema de manutenção das diferentes espécies de culturas que foram selecionadas ao longo dos séculos de maneira seletiva natural e não seletiva genticamente modificada.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pantanal Matogrossense



Pantanal




A caracterisitica principal do pantanal matogrossense, é a epoca em que os rios da bacia do rio paraguai transbordam devido as chuvas desde a cabeceira do rio, na divisa dos estados do mato grasso e mato grasso do sul.

As cheias são sazonais, ou melhor acontecem todos os anos em epocas determindas do ano na temporada das chuvas.

A pecuaria é a que mais se adapta as cheias e vazantes dos rios da região, durante o periodo de alagamento alguns animais morrem ou ficam nas ilhas do terreno alagadiço.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tipos ( clima e relevo ) - pantanal

Pantanal

Relevo encontrado na região interior do planalto central junto aos rios parana que faz a divisa com os paises de fronteira com o Brasil e os estados de mato grosso e mato grossa do sul.

Região com alagamento sazonal e de grande incidência de fazendas de gado em terras alagadas.

Região quente e humida, com inindações freqüentes.

Tipos ( clima e relevo ) floresta temperada

Floresta Temperada







As florestas temperadas da america do norte, tem baixa humidade relativa e de temperatura tambem menor que nas floretas tropicais.

As arvores tem media quantidade de diversificação de vegetais e animais e durante o periodo de inverno as tempestades de neve fazem com que a floresta renove todas as suas folhas e que no fim do inverno novas mudas de arvores iniciem sua brotação, renovando a floresta temperada e mantendo a adubação natural da cobertura vegetal no solo da região.

A diversificação é menor, por isso tambem deve ser preservada na maior quantidade possivel de especies locais encontradas.

Possui especies especificas resistentes as intemperies da região onde são encontradas.

Tipos ( clima e relevo) - agreste nordestino e dunas de areia

Agreste nordestino e dunas de areia

A região agreste e as dunas de areia do litoral e interior nordestino, com algumas excessões tem o clima predominantemente quente e seco, com ventos trazidos do oceano atlantico.

A areia nas temperaturas locais de 40º de dia e um grande frio no periodo noturno, quando as temperaturas caem abruptamente, voltando a aquecer no dia seguinte, fazendo com que uma clareira de desertificação localizada podessa ser ampliada e aumente continuamente, como ocorre na Africa, onde parte da floresta ja desapareceu, tendo sido transformada em deserto.

A vegetação do agreste é praticamente inesistente, se tornando excassa e rasteira ou graminea do tipo herva-capim, pela falta de humidade, na região.

Tipos (relevos e climas) - Mata Atlantica

Floresta Atlantica ou mata atlantica

Região de clima quente e humido com uma caracteristica a mais é tambem região serrana, onde a chuva que cai não tem a oportunidade de acumular, fazendo com que esta sempre tenha corredeiras e cachoeiras ao longo da serra do mar.

A diferença de altitude e a humidade é que fazem da serra do mar ao longo do oceano Atlantico, um relevo com clima caracteristico tropical brasileiro tambem sendo chamado de mata atlantica.

Tipos (relevos e climas) - Floresta tropical



Tipos

Florestas equatoriais ou floresta tropical



Florestas equatoriais de diversas especies vegetais e animais na manutenção do relevo arenoso pela continua renovação da flora e da fauna local. A floresta amazonica é o exemplo que se pode dar de floresta equatorial, abrangendo uma região da bacia do rio amazonas da nascente nas montanhas dos andes ate o delta do rio amazonas no atlantico.

A grande quantidade de vegetação, animais e chuvas é que transformao a região da floresta amazonica na grande cobertura verde de floresta que existe, hoje.

Tambem conhecida como pulmão do planeta, onde há uma grande quantidade de clorofila, transformando o gas carbonico em oxigênio, com o efeito atmosferico da fotosintese, que é a transformação da clorofila, o verde que encontramos na vegetação, em oxigenio, na presença dos raios solares, incidindo na vegetação com a clorofila verde, que transforma o gas carbonico (CO2) em oxigênio (O2).

Com o maior aquecimento do planeta a preservação da floresta é fundamental para a manutenção da temperatura estabilizada no planeta.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

estados da materia

Os estados, e a materia !

O gelo solidifica
A agua é liquida
A nuvem é vapor

Nos polos encontramos
o granizo chove.
O oceano 70% evapora
no rio corre 0,001 %.
O vapor encontra-se na atmosfera
caindo depois e encharcando o solo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Paisagens diversas, é igual a ecosistema.

As diversas paisagens que encontramos no Brasil, é apenas uma parte do que existe no planeta terra, ainda assim é somente 30 %, da superficie existente no planeta.

Os oceanos dominando 70%, da superficie do planeta e a atmosfera se aquecendo como um todo, a evaporação das aguas dos oceanos pelos raios solares é muito maior.

A elevação de meio ponto na media do planeta é muito, se compararmos com a elvação de meio grau da superficie de uma laranja cozinhando em uma panela. As dimensões e as proporções são infinitamente maiores, o que nos faz concluir que, a alteração de meio grau em cada uma das superficies, tras consequencias diferentes se pensarmos em termos de sistemas fisicos, capaz de ter e produzir fenomenos físicos, dos quais estudamos na aula de física.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Preservação ambiental urbana

Programa contra enchentes urbanas

Enchentes e deslizamentos, que acontecem principalmente em épocas de chuvas, podem ser minimizados se os administradores públicos tiverem em mãos ferramentas que os auxiliem a prever cenários futuros e a tomarem decisões mais precisas.

Uma metodologia assim agora está disponível, graças ao trabalho do engenheiro Sidnei Ono, da Escola Politécnica da USP.

O Sistema de Suporte a Decisão para Gestão de Água Urbana - URBSSD é um software que permite elaborar estratégias preventivas em bacias urbanas, incorporando uma metodologia que permite ações preventivas em regiões de risco.

"A metodologia pode ser um importante suporte à tomada de decisões em tudo que se refere à água urbana superficial", define Ono.

Monitoramento hidrográfico

O estudo foi feito na bacia hidrográfica do Rio Cabuçu, na Zona Norte de São Paulo. O rio Cabuçu é afluente do Tietê pela sua margem direita, tendo suas nascentes junto à Serra da Cantareira. A área de drenagem é da ordem de 42 quilômetros quadrados.

A bacia hidrográfica do Rio Cabuçu de Baixo é um exemplo típico do que tem ocorrido em muitas cidades brasileiras. É uma bacia em acelerado processo de urbanização, mas que ainda dispõe de condições de controle, se adequadamente administrada pelos seus gestores.

E foi lá que, a partir de 2002, Ono iniciou seus estudos para a elaboração do URBSSD. "Trata-se de uma metodologia que pode ser aplicada em outras regiões. Para tanto, basta que o software seja devidamente ajustado com os dados do local a ser monitorado", esclarece o engenheiro.

Projeto multidisciplinar

Para iniciar o desenvolvimento do projeto, o engenheiro e uma equipe multidisciplinar, envolvendo hidrometristas, geólogos e arquitetos, realizaram uma espécie de "retrato" do local, mapeando uma série de características da região, como as áreas ocupadas, topografia, medições de eventos de chuva, medições do rio, etc.

Os dados foram então inseridos no software que permitiu gerar simulações de inundação. Os resultados das simulações hidrológicas e hidrodinâmicas podem ser visualizados e exportados para serem usados em outros softwares SIG.

"A medida pode proporcionar ao decisor uma solução rápida para variadas tormentas em bacias urbanas. Além de se constituir num instrumento de gestão, o projeto tem o potencial de minimizar os efeitos deletérios induzidos pelo crescimento humano", destaca Ono.

Ele enfatiza que o projeto é uma metodologia, uma ferramenta eficiente para o controle de cheias urbanas.

Cenários de enchentes

Outra vantagem do URBSSD é o desenvolvimento de um sistema que integra modelos, podendo gerar cenários para a avaliação e suporte a decisões. "Normalmente os profissionais utilizam um software de cada vez, com o uso de um modelo hidrológico que estuda vazões, um outro modelo para o cálculo de ondas de cheias, outro software para o processamento de imagens e assim por diante", descreve Ono.

Como recomendação para os modelos de cheias urbanas, o URBSSD deve ser adaptado para as diferentes bacias urbanas, mesmo sendo atualmente um software customizado. O projeto também tem o potencial de ser utilizado como uma ferramenta de análise de qualidade da água e de sedimentos para outras bacias urbanas, mas principalmente uma ferramenta importante na previsão de inundações se for aliado a um sistema de previsão de chuvas.